segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Atividades X Áreas de Desenvolvimento


Se o jovem completar 50% das atividades, independentemente das áreas de desenvolvimento (ou seja, p.ex.: se o jovem completar na totalidade três áreas de desenvolvimento - físico, intelectual e social), já conquistou a etapa. Está correto isto?

Devemos lembrar que os jovens se desenvolvem de modo diferente, portanto e natural que achem algumas atividades mais fáceis que outras, por isto pode ocorrer que o jovem desenvolva algumas áreas mais do que as outras.


Mas para entendermos melhor vamos relembrar que o ramo escoteiro se ocupa com os jovens que estão no período da Pré-Adolescência, composta por duas fases distintas, que chamamos de pré-puberdade e puberdade. Duas Etapas de Progressão em cada uma das fases que compõem a Pré-Adolescência. Ou seja, a vivência completa na Tropa Escoteira passa por quatro diferentes Etapas. Como demonstrado na tabela abaixo:
 
Sendo assim mesmo que um jovem Conquiste a Etapa Pista (50%), realizando as atividades propostas nas áreas de desenvolvimento - físico, intelectual e social, quando ele começar a conquista das atividades da Etapa Trilha (100%) ele terá que cumprir as atividades das outras áreas de desenvolvimento que não completou, assim ele completará todas as atividades dentro de sua fase evolutiva ( pré puberdade ou puberdade). 
 
Cabe a nós chefes sugerir aos jovens que escolham atividades de todas as áreas de desenvolvimento para um desenvolvimento mais harmônico.

5 comentários:

Sardarabad disse...

O que esta sendo proposto agora não era de:
A CRAP - Comissão Regional de Atualização do Programa da Região de São Paulo, sugere que todos os jovens começem pelo Ingresso Linear.

Com isso, considerar o período não entra em contradição?
Eu, de verdade, acho muito interessante o método linear pois o jovem de 13 anos começa igual ao jovem de 11 anos porém tem a chance de se desenvolver mais rapidamente por conta de toda a experiência que ele desenvolveu nesses anos a mais que tem sobre o outro. Caso ele não tenha esse desenvolvimento "pré suposto" estaríamos colocando ele numa etapa não condizente.
Não sei se consegui me explicar mas o tópico bagunçou um pouco o tópico anterior que falou sobre O QUE MUDOU??? em 2 de agosto.
SAPS
Denis Tchobnian Cardoso
316/SP - GE Sardarabad

Ramo Escoteiro disse...

Oi Denis,

Será que vc pode explicar melhor a sua dúvida?

SAPS!
Ramo Escoteiro

Sardarabad disse...

Vou tentar.
Não estou entendendo a necessidade da divisão "pré e puberdade", digo isso por conta do método linear de progressão.
Se é indicado ao jovem que ele comece, independente da idade, na etapa PISTAS, porque a divisão "pré e puberdade"? O jovem que estaria na "puberdade" vamos supor de 13 ou 14 anos, caso comece pela PISTAS alcaçará mais rapidamente os objetivos da etapa e alcançará a sua "progressão correta". É claro que o chefe deverá ter a atenção para estes que entendem em uma atividade o que o chefe tenta passar em 3.
Se seguirmos com a divisão "pré e puberdade" corremos o risco de colocar um jovem de 13 anos em trilha "acreditando" que tem itens que ele conhece e alcança porém na realidade ele pode não estar tão assim adiantadao.

Por exemplo:
Em pistas/trilhas temos: " Entendo que homens e mulheres são iguais em direitos e deveres."
A princípio se coloco um jovem de 13 anos e meio que acabou de entrar no grupo em trilha, este é um item que ele deveria entender.
Porém não é a realidade. Depois de 2 atividades vejo que o jovem discrimina as garotas durante os jogos.

consegui melhorar minha dúvida?
SAPS
Denis

O Chefe disse...

Acredito que entendi a dúvida do Denis e concordo com ele no sentido de que quando falamos em progressão, nos parece estranho um jovem de 13 anos inciar pela etapa Trilha (ou seja, "pulou" a etapa Pista - então como pode-se chamar progressão?).

Ao meu ver, essa confusão, que ocorre com muitos escotistas, é que fazemos um paralelo com os guias antigos, onde uma atividade era pré-requisito para a próxima. Porém a progressão atual não é desta maneira, ela aborda o desenvolvimento do jovem como um indivíduo que está numa determinada idade e que possui entendimento, pensamento e comportamento próprio da mesma.

Entendo que o que é observado nas fases pré-puberdade e puberdade não é diferente entre si, quanto ao comportamento e atitude do jovem. O que difere uma fase da outra é que os itens da fase da puberdade são adequados a um maior grau de maturidade.

O escotista vai ter mais trabalho? Vai!

O escotista vai ter que ser mais psicólogo e cientista social? Vai!

Agora vale mais o progresso e o desenvolvimento como indivíduo e cidadão? Sim!

Apenas ter habilidade técnica (como nos guias antigos) não será suficiente para progredir? Não!

Estamos em novos tempos, os jovens atuais são MUITO diferentes do que fomos nós mesmos. Existe um abismo enorme entre a nossa juventude e a juventude que iniciou-se a uns 15 anos atrás, sendo a facilidade de aquisição de conhecimento e a agilidade na divulgação de notícias e informações um dos grandes motivos para isso (leia-se, principalmente, Internet).

As habilidades técnicas não "morreram" por conta disso. Na verdade elas são ferraementas importantíssimas, pois verificou-se que através de sua prática pode-se desenvolver as qualidades desejadas e necessárias para o novo cidadão.


Com todas essas considerações, não importa se o ingresso na tropa é linear, ou não. O escotista deve observar o que é mais confortável para ele administrar. Uns se sentirão melhor com a progressão linear, outros não.

Não soframos, apresentemos aos jovens o guia de progressão, deixemos que eles o compreendam e tenhamos a grata surpresa de perceber que eles nos ensinarão mais doque nós a eles.


Sempre Alerta!

Edmundo Schychof Jr
Tropa Escoteira Mista Muriqui
Seção Autônoma
São José dos Campos

Tchob disse...

Tres Coisas:
1o: acabou o Tropa Escoteira em Ação acabou na loja nacional
2o: Lis de Ouro. Foi escrito no blog que "Sendo assim, só após a conquista das atividades de Travessia o jovem, poderá conquistar o Distintivo Especial - Lis de Ouro." Isso não quer dizer que é automático, correto? As especialidades, conservacionismo, cordão de eficiência. Tudo isso ainda é necessário correto?
3o: Sobre as competências. Já havia perguntado em outro momento e não houve resposta. Então repito a pergunta:
Competência: pelo que está nessa planilha (estou sem email então não tenho nem como pedir o arquivo por email) a competência não é algo a ser apontado como cumpre ou não.
Deve-se apontar os indicadores dentro de cada competência. Correto?
Pergunto isso já pela 3a em Rumo/Travessia.
Competência 3 (Mantenho minhas coisas limpas e organizadas, cuido dos lugares que visito e da minha apresentação pessoal.)
Nenhum dos 4 itens que fazem parte desta competência cobrem a competencia por completo por isso acreditava que eu deveria apontar se cumpria ou não a competencia além dos demais itens (os indicadores).
Como utilizar a competência então? ela é somente um "titulo" daquele grupo de indicadores ou é mais um indicador ?

Desculpe a descrença mas apresentar ao jovem o guia e esperar que eles nos ensinaram mais do que ensinaremos a eles é esperar muito. Eventualmente pode ocorrer mas eu costumo apresentar algo estando bem documentado para quaisquer perguntas. Por mais que os jovens tenham evoluido mais depressa que nós na mesma faixa etária, eles também tem mais dúvidas que tinhamos.

SAPS
Denis Tchobnian
316/SP - GE Sardarabad
denis.tchob@gmail.com

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